Diogo Cata Preta

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FujiFilm lança câmera de 3D real

RIO – Vinte anos após o conceito de fotografia tridimensional ter sido ridicularizado por especialistas do mercado, fabricantes de câmeras digitais estão investindo nesse filão.

A FujiFilm lançou uma câmera 3D com duas lentes durante o evento Photokina, encerrado domingo passado em Colônia, na Alemanha. Com o nome de “FUJIFILM FinePix Real 3D System”, a câmera grava fotos e vídeos em três dimensões e simultaneamente captura imagens de grande angular de cenas simples. A iniciativa da empresa está motivando as concorrentes a atacarem o filão com igual agressividade, com lançamentos previstos também para o início de 2009.

As duas lentes da câmera ficam entre 6 e 7 cm de distância uma da outra, emulando a distância entre os olhos humanos. As imagens são processadas em tempo real, produzindo o efeito estereoscópico que faz os objetos em cena parecerem estar posicionados em diferentes planos na imagem, como na verdade o estão no ambiente enquadrado.

O efeito 3D é gerado pelo chip “Real Photo Processor 3D”, que mescla as imagens obtidas pelas duas lentes, levando em conta parâmetros como foco, zoom, alcance e abertura, exibindo o resultado na tela LCD. Quando a câmera for lançada, em 2009, a FujiFilm promete que ela já será capaz de gravar vídeos também em HD (high definition – alta definição).

Apesar de já existirem outras câmeras 3D no mercado, elas são em geral ainda muito caras. Com este lançamento da Fuji, e com a competição que advirá, os preços logo cairão, ao mesmo tempo que as funcionalidades serão aperfeiçoadas. No link fuji-real-3d podem ser vistas, em inglês, mais informações sobre o lançamento.

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Ciência da Computação pode se beneficiar da crise em Wall Street

RIO – Segundo recente artigo da Computerworld, muitos estudantes que abandonaram as carreiras ligadas a TI (Tecnologia da Informação) e ciência da computação depois do estouro da bolha da internet em 2001 estão sendo agora atraídos de volta ao ramo em função do possível colapso do sistema financeiro americano.

Buscando ganhos maiores, esses estudantes vinham optando durante anos por carreiras nas áreas de finanças e bancos. Todavia, na maioria dos casos, tal escolha não era para eles uma opção que necessariamente lhes traria prazer no trabalho. O talento e a paixão dos típicos “nerds” de sistemas vinham sendo superados pela esperança de lucrar mais no frenético ambiente de negócios da ciranda financeira.

Com a reviravolta que hoje ocorre no universo bancário dos EUA, o retorno às carreiras de TI é um misto de uma necessidade de sobrevivência com uma volta às origens, em que estudantes e profissionais que antes atuavam em sistemas já sabem de antemão que não irão enriquecer, mas terão emprego mais fácil.

Os grandes motivadores para a reaceleração das carreiras em TI são, em primeiro lugar, o fascínio das constantes novidades na área de tecnologia e, por outro lado, a alta probabilidade de que faltarão empregos em finanças nos próximos tempos.

Na época do estouro da bolha das empresas ponto-com, além da própria catástrofe em si, um outro fator afugentou profissionais de computação fazendo-os migrar para outras paragens – foi a febre do “outsourcing”, em que muitas empresas de tecnologia encerravam cargos nos EUA para reabri-los no Oriente, em países em que a mão-de-obra era mais barata.

A evasão das áreas de TI, que chegou ao auge em 2001, teve como efeito a atual carência de profissionais nesse setor. Juntando isso às aposentadorias dos veteranos em computação, o problema vinha se agravando.

Nos dias atuais, contudo, o que se vê no panorama de recursos humanos nos EUA é uma firme escalada no número de vagas em TI, com ênfase nas áreas de redes e comunicação de dados, mas também contemplando os setores de engenharia de software e de aplicações, ciência da computação e administração de bancos de dados.

No entanto, professores e diretores de instituições de ensino americanas advertem que os novatos não devem tomar importantes decisões quanto a suas carreiras apenas com base em flutuações momentâneas de mercado e em tendências que podem se alterar a qualquer momento.

Um estudante calouro pode hoje se ver fascinado por supostas promessas de emprego fácil numa área aparentemente florescente do mercado, como a de TI hoje se configura. Mas não é possível garantir que, daqui a quatro anos, quando ele estiver prestes a se graduar, a situação não terá mudado drasticamente. O importante é seguir a vocação, tendo em mente que o ideal é sempre trabalhar naquilo que se gosta, em vez de visar apenas ao enriquecimento pura e simplesmente.

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