Diogo Cata Preta

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Após Bradesco, Novell já tem outros acordos de peso no país, mas foca em pequenas e médias empresas

Após anunciar, em janeiro, ter fechado acordo para prover sistemas de segurança de rede ao Bradesco, a norte-americana Novell afirma que já tem pelo menos uma dezena de novos grandes contratos em fase final de negociação. Além disso, outros contratos já foram finalizados nesse meio tempo e estão ativos, embora a companhia não divulgue o nome dos clientes.

Temos alguns clientes sendo prospectados, outros já em fase avançada de negociação e outros, inclusive, com o contrato já fechado, diz o vice-presidente da empresa para a América Latina, Camillo Speroni. Não posso divulgar os nomes desses clientes já em atividade, mas posso dizer que estamos muito contentes com a situação no Brasil, comemora o executivo.

Segundo ele, esse sucesso n√£o interfere na meta da empresa de elevar para cerca de 60% a fatia de sua receita mundial obtida por meio de parcerias, especialmente voltadas para atender o mercado de pequenas e m√©dias empresas (small and medium business, SMB, no jarg√£o do setor de tecnologia). Historicamente, nosso ganho √© maior no topo da pir√Ęmide, com as grandes empresas. Mas estamos verdadeiramente for√ßando o crescimento na parte de baixo, no segmento SMB, diz Speroni.

A meta de 60% da receita vinda de pequenas e m√©dias companhias foi divulgada em janeiro deste ano pelo presidente para as Am√©ricas da empresa, Tim Wolfe. Embora a empresa n√£o divulgue dados ou metas para regi√Ķes ou pa√≠ses espec√≠ficos, ele disse na ocasi√£o que o objetivo era replicar essa divis√£o da receita em todos os mercados que a Novell atua.

De acordo com Speroni, por√©m, a Am√©rica Latina e o Brasil estariam mais adiantados na busca por essa meta. Isso est√° em marcha em todo o mundo. Mas na Am√©rica Latina acho que estamos mais √† frente, porque aqui o segmento SMB √© muito maior do que no resto do mundo, avalia. Segundo ele, a base da pir√Ęmide do mercado latino-americano, formada por empresas pequenas e m√©dias, √© muito mais larga que em outras regi√Ķes, o que explica essa lideran√ßa na ado√ß√£o da meta. Ele, por√©m, n√£o quis precisar em que est√°gio a empresa est√° no momento, alegando que n√£o pode divulgar dados sobre receita obtida numa regi√£o ou pa√≠s espec√≠fico.

No Brasil, por conta do dólar baixo, embora a companhia esteja ganhando competitividade, também tem registrado aumentos em seu custo de operação. Um funcionário com salário de R$ 10 mil hoje custa quase US$ 7 mil. Já nossos produtos são referenciados em dólar, o que faz com que seu preço fique mais baixo em real, afirma o presidente da Novell no Brasil, Sergio Toshio.

Mas mesmo com tudo isso, √© muito f√°cil mostrar bons n√ļmeros da Am√©rica Latina e, por esse motivo, ela ainda tem grande import√Ęncia para a estrat√©gia da companhia, diz Speroni. A contribui√ß√£o da regi√£o para o faturamento global da Novell √© superior, por exemplo, √† fatia que a Am√©rica Latina representa do Produto Interno Bruto (PIB) global. Isso √© verdadeiramente significativo e torna a regi√£o muito importante para n√≥s, conclui.

(José Sergio Osse | Valor Online)


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