Diogo Cata Preta

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Mozilla diz que Firefox 3.1 será mais rápido que o Chrome

RIO – Dois dias depois do lançamento do Chrome, a Mozilla mostrou que não está disposta a perder espaço e anunciou que a próxima versão do Firefox, a 3.1, será mais rápida que o browser do Google.

O Chrome roda uma ferramenta de Javascript chamada V8, principal responsável pela velocidade do navegador, que bateu todos os adversários em testes feitos por especialistas.

Segundo Tech Crunch, para combater o V8, a Mozilla está preparando o TraceMonkey, que acompanhará o Firefox 3.1, a ser lançado até o final do ano. Segundo testes feitos pela própria Mozilla, o Firefox com o TraceMonkey foi até 28% mais rápido que o Chrome rodando no Windows XP e 16% no Windows Vista.

Google Chrome já é o terceiro navegador mais acessado no Brasil

O mesmo sucesso que o Chrome teve pelo mundo, foi alcançado também no Brasil, onde o browser do Google já representa 1,11% dos acessos, tornando-se o terceiro browser mais utilizado, à frente de concorrentes como o Apple Safari e o Opera. Os dados são Predicta, consultoria especializada na análise do comportamento de navegação dos internautas brasileiros.

Segundo Fred Pacheco, gerente de Business Intelligence da consultoria, esses dados devem movimentar a briga entre Microsoft e Google.

– A queda que a Microsoft tem sofrido nos últimos meses ainda é pequena, mas tem impacto direto no multimilionário mercado de buscadores, já que o padrão do Internet Explorer é o Live Search da Microsoft, contra o Firefox e o Chrome, que usam o Google – afirma o executivo.

O executivo afirma que em curto prazo é possível que abalos mais sensíveis aconteçam ao Firefox que ao navegador da Microsoft:

– o Firefox é utilizado em grande parte pelo grupo que chamamos de early adopters, ou seja, aquelas pessoas que aceitam inovações tecnológicas antes da massa e esse grupo tem maior propensão a experimentar inovação mais cedo que os demais usuários, por isso, podemos assumir que esse grupo será o primeiro a experimentar o Google Chrome – afirma.

Isso se reforça quando a análise é detalhada em acesso a conteúdos mais específicos como canais de tecnologia. Neste público, mais antenado com as inovações tecnológicas, a penetração do Google Chrome já chega a 5,16% dos acessos.

– Considerando o poder de penetração do Google no mundo online, o cenário desse mercado promete mudar radicalmente nos próximos meses – complementa Pacheco.

Google modifica cláusula abusiva nos Termos de Licença do Chrome

Sabe aqueles termos de licença que todo software pede para você aceitar antes de instalá-lo e todo mundo aceita sem ler? Pois os termos do Google Chrome levantaram uma onda de protestos pela internet, por conta da cláusula 11, que determina que tudo que você escreve usando o Chrome, pertence ao Google.

Após posts em vários blogs questionarem a cláusula abusiva, o Google admitiu que a exigência era um erro e modificou os termos de compromisso. Pelos termos originais, o Google teria o direito de republicar até mesmo conteúdo apenas visualizado no browser. Além de posts de blogs, emails, conversas do Google Talk, etc.

O texto original era:

“11. Conteúdo licenciado por você

11.1 Você mantém os direitos autorais e quaisquer outros direitos que já tenha sobre o conteúdo apresentado, publicado ou exibido nos ou através dos Serviços. Ao apresentar, publicar ou exibir o Conteúdo você dá ao Google o direito perpétuo, irrevogável, mundial, livre de royalties e não-exclusivo de reproduzir, adaptar, modificar, traduzir, publicar, apresentar publicamente e distribuir esse Conteúdo apresentado, publicado ou exibido nos ou através dos Serviços. Essa licença tem o único objetivo de permitir ao Google exibir, distribuir e promover os Serviços e pode ser revogada para alguns Serviços como definido nos seus Termos Adicionais.

11.2 Você concorda que esta licença inclui o direito do Google tornar esse conteúdo disponível para outras companhias, organizações ou indivíduos com quem o Google tenha relações de fornecimento de serviços, e de usar esse Conteúdo no fornecimento desses serviços.

11.3 Você compreende que o Google, durante os passos técnicos necessários para o fornecimento desses Serviços, pode (a) transmitir ou distribuir o seu Conteúdo em várias redes públicas e mídias; e (b) modificar seu Conteúdo para adequá-lo às exigências técnicas de redes, aparelhos, serviços e mídias. Você concorda que essa licença permite que o Google tome essas ações.

11.4 Você confirma e garante ao Google que você tem todos os direitos, poderes e autoridade para garantir ao Google a licença acima.”

A cláusula modificada ficou assim:

“11. Conteúdo licenciado por você

11.1 Você mantém os direitos autorais e quaisquer outros direitos que já tenha sobre o conteúdo apresentado, publicado ou exibido nos ou através dos Serviços.”

CEO da Mozilla comenta lançamento do Chrome, do Google

RIO – John Lilly, o diretor-executivo da Mozilla, comentou o lançamento do browser Chrome, do Google, nesta terça-feira, em seu blog. Ele afirma que o mercado está mais movimentado do que nunca, citando como exemplos o anúncio do Chrome e o lançamento do beta 2 do IE e do Ubiquity, da própria Mozilla.

A Microsoft também liberou um comunicado oficial em que disse que “O cenário dos navegadores é altamente competitivo, mas as pessoas vão escolher o Internet Explorer 8 pela forma com que ele coloca os serviços que elas precisam nas pontas dos seus dedos, respeita suas escolhas pessoais em relação ao modo como querem navegar e, mais que qualquer outra tecnologia, as coloca no controle de seus dados pessoais online”.

Apesar do Chrome parecer apontado para a enorme fatia de mercado dominada pelo Internet Explorer, estilhaços podem atingir também o Firefox, da Mozilla. E existem os que acreditam que o browser da raposa pode até ser a maior vítima do novo competidor.

Ter mais pessoas inteligentes pensando em formas de tornar a web boa para seres humanos normais é bom.


Para o CEO da Mozilla, “ter mais pessoas inteligentes pensando em formas de tornar a web boa para seres humanos normais é bom”. Segundo ele, a competição tende a resultar em inovação, como pode-se ver no mercado de navegadores este ano, que teve “enormes melhorias na performance do Javascript, avanço nos processos de segurança e grandes inovações de interface”.

Lilly diz que não se surpreende com a iniciativa do Google, que é o maior investidor da própria Mozilla, pagando US$ 56 milhões dos US$ 66 milhões feitos pela empresa em 2006 para ser a ferramenta de busca padrão do Firefox. “O negócio deles é a web (…). O Chrome será um browser otimizado para o que eles consideram importante, e será interessante ver o desenvolvimento disso tudo”.

Para Lilly, com a entrada do Chrome, o mercado fica ainda mais competitivo e “mais que nunca teremos que fazer softwares que as pessoas amem. O Firerox é muito bom hoje em dia e continuará melhorando”.

Ele afirma que a Mozilla e o Google fizeram “muito nos últimos anos pela melhoria e abertura da web”, cita projetos em comum, como o anti-phishing do Firefox que entrará no Chrome, e lembra que as empresas acabaram de renovar seus acordos comerciais até novembro de 2011.

Lilly fecha seu post lembrando que a Mozilla é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de manter a web aberta e participativa e que, “mesmo num ambiente mais competitivo do que nunca, está otimista em relação ao futuro da Mozilla e da web aberta.

Google lança navegador para concorrer com Explorer

A Google está lançando nesta terça-feira a versão beta de seu novo navegador, o Chrome, que vai competir com o Internet Explorer e o Firefox.

O navegador foi criado para ser leve e rápido, e capaz de lidar com a nova geração de aplicativos que dependem de gráficos e multimídia.

O Chrome está sendo lançado em 100 países para computadores com o sistema operacional Windows, mas estão previstas versões para Mac e Linux.

“Nós percebemos… que precisávamos repensar totalmente o navegador” disse o diretor de produtos e vice-presidente da Google Sundar Pichai em seu blog.

O novo navegador vai ajudar a Google a tirar vantagem de avanços que a própria empresa tem oferecido online em aplicativos que competem com programas tradicionais de computadores.

A Google já tem uma série de aplicativos em rede, como o Documents, Picasa e Maps, que começaram a substituir os softwares offline.

“O que realmente precisávamos não era só um navegador, mas também uma plataforma moderna para páginas da Internet e seus aplicativos, e foi isso que nos incumbimos de criar”, disse Pichai.

O lançamento do Chrome nesta terça-feira é o mais recente ataque da Google ao domínio da Microsoft no mercado de computadores.

O Internet Explorer, da Microsoft, tem uma fatia de 80% do mercado de navegadores.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

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Google anuncia novo navegador e desafia Microsoft

O Google lança nesta terça-feira um navegador próprio e gratuito, em um claro desafio à Microsoft, que tem no Explorer sua principal fonte de renda, informou hoje a gigante da Internet.

O navegador do Google, que se chamará Chrome, estará disponível nesta terça em sua versão beta (de teste) em 100 países, incluindo o Brasil, segundo os diretores da empresa em seu blog oficial.

O anúncio foi interpretado pela imprensa como a entrada totalmente do Google nos domínios da Microsoft, uma empresa que cresceu até se transformar em um gigante graças à liderança de seu sistema operacional, o Windows, e de seu navegador, o Explorer.

“Todos passam muito tempo em um navegador. Fazemos buscas, conversamos, enviamos mensagens, compramos e lemos notícias. Por isso, começamos a pensar seriamente em como seria se criássemos um navegador”, asseguraram no blog Sundar Pichai, vice-presidente para a gestão de produtos, e Linus Upson, diretor de engenharia do Google.

“A rede evoluiu tanto, com os novos aplicativos e programas, que nos demos conta de que não necessitamos somente de um navegador, mas de uma nova plataforma moderna”, afirmaram.

Uma das funções do Chrome será isolar cada site que abre, para evitar que, em caso que de um erro, tudo seja perdido.

No entanto, os diretores anunciaram que a versão lançada nesta terça é apenas o início, já que será aberto um fórum de discussão para melhorá-la antes de seu lançamento definitivo. Além disso, o programa terá um código aberto, por isso os programadores poderão desenvolver seus próprios aplicativos, o que já ocorre com outros produtos do Google.

No blog, os diretores comentaram também que haverá uma versão do Chrome para Mac e Linux.

Atualmente, a Microsoft conta com 72% do mercado de navegadores com o Explorer. Em segundo aparece o Mozilla, da Firefox, com 20%.