Cidade Proibida ganha réplica em três dimensões na internet
RIO - Quem sempre sonhou em conhecer a misteriosa Cidade Proibida dos imperadores chineses, em Pequim, agora pode fazer um tour virtual pela internet. Durante mais de três anos, as equipes de designers da IBM construÃram pixel a pixel todos os palácios e pátios que formam o conjunto monumental e criaram uma réplica animada em três dimensões no site
.
Na visita, os internautas adotam um personagem (avatar) com o qual podem explorar todos os cantos da Cidade Proibida, conversar com outros visitantes e participar en actividades como arco-e-flecha ou jogos chineses de tabuleiro. Os turistas virtuais podem tocar os objetos que se exibem no recinto - e que não estão ao alcance do visitante “real” -, além de assistir á recriação de cenas históricas.
O diretor-geral do Museu da Cidade Proibida, Zheng Xinmiao, se mostrou entusiasmado com a nova forma de descobrir o lugar que, na opinião dele, “combina a histórica herança cultural chinesa com as tecnologias da informação”.
A Cidade Proibida, com 9.999 quartos e 720 mil m², foi desde 1422 o centro da vida polÃtica e militar do império chinês, durante o governo de 24 imperadores (14 da dinastia Ming e 10 da dinastia Qing). O palácio teve o acesso proibido ao povo por séculos, até que em 1925, 14 anos após a derrocada da dinastia Qing, se converteu em um museu sobre a história imperial da China.
Sphere: Related ContentO homem que vendeu a Torre Eiffel
Era 1925. O austrÃaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL.
Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. “Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre”, disse. “A saÃda é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata.” Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma “visita de inspeção” ao monumento.
Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: “Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor”. Não teve erro: o homem subornou o “oficial” Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o cha-péu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro.
O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polÃcia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro… Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aà Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo.
Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. “Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok”, dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saÃa uma “cópia” perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora.
E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas… Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.
Sphere: Related ContentPrenda-me se For Capaz
A história de Frank W. Abagnale ficou famosa depois de ser contada na autobiografia Prenda-me se For Capaz, adaptada para o cinema por Steven Spielberg em 2002. Pudera: se fosse um roteiro de ficção, pareceria exagerado. Em 5 anos, um jovem nova-iorquino de classe média fingiu ser piloto de avião, médico, advogado e professor. Passou cheques falsos em quase todos os estados americanos e em mais de 10 paÃses.
E fez uma fortuna de milhões de dólares. Frank começou a carreira aos 16 anos, quando passou mais de 3 mil dólares em cheques sem fundos do pai dele em postos de gasolina. Pouco tempo depois, virou profissional no ramo. Passou a abrir contas com documentos falsos e a imprimir seus próprios cheques frios. Para levantar menos suspeitas na hora de sacar dinheiro, fingiu ter uma das profissões que mais davam status nos anos 60: piloto de avião.
Com um uniforme, uma carteirinha da Pan Am e um brevê, tudo falsificado, também aproveitou para viajar e se hospedar de graça pelo paÃs inteiro, deixando um bolo de cheques falsos em cada cidade por que passava. Depois de quase ter seu disfarce de piloto descoberto, Frank decidiu que era hora de mudar de trabalho e morou por uns tempos em Atlanta dizendo ser médico. Com um diploma falso, o “doutor” arranjou um emprego e passou um ano trabalhando como supervisor de pediatria num hospital. Depois, Frank mudou-se de novo e inventou que era formado em direito.
Falsificou um diploma (de Harvard) e logo ficou sabendo que o procurador- geral do estado da Louisiana estava precisando de um assistente. Para conseguir o emprego, ele precisaria passar por uma prova da ordem dos advogados. AtraÃdo pelo desafio, Frank estudou e, na terceira tentativa, conseguiu passar no exame. Sem nem mesmo ter terminado o 2o grau, o farsante tinha uma carteira de advogado e um emprego na promotoria pública. Nove meses depois, largou o direito e, após constatar quantas garotas bonitas havia no campus de uma universidade, resolveu freqüentar uma. Só que, em vez de se matricular como aluno, Frank foi como professor. Falsificar mais um diploma e algumas credenciais foi fácil.
Dizendo que era formado em sociologia pela Universidade Columbia, deu aulas durante um semestre. Sem levantar suspeitas. Assim que deixou a universidade, Frank voltou para a vida de estelionatário e, depois de ser perseguido exaustivamente pela polÃcia, acabou preso em 1970.
Com menos de 21 anos, Frank já tinha acumulado mais de 500 mil dólares (o que hoje daria 3 milhões de verdinhas). O figura passou 5 anos na cadeia. E acabou solto com a condição de ajudar o governo a prevenir fraudes com documentos. Hoje, aos 58 anos, Abagnale tem uma empresa dedicada a essa tarefa. E continua faturando alto.
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