Diogo Cata Preta

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Geração Orkut corre risco de crise de identidade, diz psiquiatra

Crise de identidade A geração de usuários da internet nascida depois de 1990 - década da popularização da rede - pode estar crescendo com uma visão perigosa a respeito do mundo e da sua própria identidade, sugere um psicanalista inglês.

Segundo Himanshu Tyagi, a principal causa deste problema seria o fato de que os nascidos nesta época já cresceram em um mundo dominado pela navegação na internet e pelos sites de relacionamento como o Facebook, Orkut e MySpace.

“É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos”, disse Tyagi durante o encontro anual do Royal College of Psychiatrists, uma das principais agremiações de psiquiatras do Reino Unido e da Irlanda.

O psiquiatra destaca ainda que as pessoas que se acostumam com o ritmo rápido dos sites de relacionamento podem achar a vida real “chata e pouco estimulante”, o que poderia causar problemas de comportamento.

“É possível que os jovens que não conhecem o mundo sem as sociedades virtuais dêem menos valor às suas identidades reais e, por isso, podem estar em risco na sua vida real, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo o suicídio”, disse.

Pesquisa

Tyagi começou seu interesse por identidades virtuais quando fundou um site que funciona como uma rede de contatos profissionais e se deu conta da distância enorme que há entre psiquiatras em atividade e pacientes mais jovens em assuntos relacionados à internet.

Ele constatou, após uma pesquisa com psiquiatras durante um congresso nos Estados Unidos, que a maioria dos profissionais não sabia da magnitude do impacto do mundo virtual na geração jovem.

Segundo o professor, além dos sites de relacionamento, as salas de bate papo virtuais também podem influenciar problemas de comportamento como a timidez.

Ele destaca que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes virtuais poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos.

“A nova geração, que cresceu em paralelo ao avanço da internet, está atribuindo um valor completamente diferente para as relações e amizades, algo que estamos fracassando em observar”, afirmou Tyagi.

Benefícios

O psiquiatra afirma que são necessárias mais pesquisas sobre o impacto da internet na geração jovem e ressaltou alguns benefícios dos sites de relacionamento.

Segundo ele, essas redes oferecem um status social mais equilibrado, onde raça e gênero são menos importantes e onde as hierarquias da vida real são dispersas.

Ele destacou ainda que a quebra das barreiras geográficas permite acesso a relacionamentos e a apoio de amigos virtuais.

Experiência

As afirmações de Tyagi, entretanto, forem contestadas por especialistas da área.

Graham Jones, psiquiatra especializado no estudo do impacto da internet, reconhece que existe o risco de que uma freqüência exagerada de sites de relacionamento possa levar a problemas de comportamento. Mas ele acha que esses riscos foram exagerados por Tyagi.

“Para cada geração, a experiência com relação ao mundo é diferente. Quando a imprensa escrita surgiu, tenho certeza que muitos a consideraram como uma coisa ruim”, disse Jones.

“Pela minha experiência, pessoas que tendem a ser mais ativas nos sites como o Facebook ou Bebo são aquelas que já são mais socialmente ativas de qualquer forma - é apenas uma extensão do que eles já fazem”, concluiu o psiquiatra.

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Facebook é acusado de violar privacidade de membros

Um grupo canadense fez uma reclamação formal contra o site de relacionamentos Facebook por supostas violações de leis de defesa da privacidade. O grupo Clínica Canadense de Políticas de Internet e Interesse Público listou 22 violações às leis do Canadá que o site estaria cometendo.

A base da reclamação é que o Facebook coletaria informações sensíveis de seus usuários e as passaria a diante sem permissão.

O grupo diz ainda que o site não alerta seus usuários sobre como as informações estão sendo usadas e não destrói dados de forma satisfatória depois que contas são fechadas.

“Nós escolhemos focar no Facebook porque é o site de relacionamentos mais popular aqui no Canadá e porque atrai adolescentes que não percebem os riscos envolvidos em expor seus detalhes pessoais online”, dissse Phillipa Lawson, diretora do grupo.

A reclamação foi feita depois que estudantes do grupo analisaram as práticas do Facebook como parte de um curso e identificaram ações que aparentavam violar a lei canadense de proteção da privacidade.

Em um comunicado, o Facebook disse que se orgulha “dos avançados controles que oferecemos aos nossos usuários sobre suas informações pessoais”.

“Nós acreditamos que essa é uma razão importante pela qual 40% dos canadenses na internet usam nossos serviços”, disse o site.

“Nós revisamos a reclamação e descobrimos que contém sérios erros factuais, principalmente a negligência de que quase todos os dados do Facebook são compartilhados voluntariamente entre os usuários.”

A comissária canadense para Privacidade, Jennifer Stoddart, terá um ano para analisar a reclamação e agir.

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Yahoo criará portal único para se aproximar de redes sociais

O Yahoo anunciou planos de se renovar para permitir que os usuários adaptem o portal ao seu perfil e inclua aplicativos de outros serviços, recurso já comum a outras redes de relacionamento social na internet.

O responsável pela área de tecnologia, Aristotle Balogh, afirmou, durante a conferência “Web 2.0″, em São Francisco, que o portal vai renovar “toda a experiência do Yahoo para torná-lo mais social em cada dimensão”.

O portal permitirá que seus mais de 500 milhões de usuários escolham entre uma lista de aplicativos para colocá-las em qualquer lugar deste site, incluindo na página principal. O resultado deve ficar muito próximo ao que o Google já faz com o iGoogle ou a redes de sociais como o Facebook e o MySpace.

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Internauta latino-americano gasta mais tempo com rede social, diz site

Os internautas latino-americanos são os usuários que gastam mais tempo de navegação em redes sociais como MySpace, Facebook, Orkut e Fotolog, constatou um levantamento publicado pelo site Fotolog. Segundo dados divulgados pelo portal, os usuários de países da América Latina gastam, em média, 375 minutos ou 6h25m por mês com comunidades online, contra os 249 minutos ou 4h15m mensais gastos por internautas da América do Norte.

- Os latinos gostam de se socializar, e as redes sociais na internet não são nada mais do que uma nova plataforma de interação, da mesma forma que fazemos por outros meios - afirmou à EFE Mikel Lekaroz, diretor da Hi-Media, empresa que mantém o Fotolog, uma das dez redes sociais mais acessados do mundo, com 17 milhões de usuários.

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