Customizações no ERP
Muitas customizações na solução de gestão empresarial podem ser um tiro no pé quando a empresa decide atualizar a tecnologia.
Por Todd R. Weiss, da CIO.com
Se sua empresa optou por customizar o sistema de gestão empresarial (ERP) nos últimos anos, as futuras atualizações da tecnologia provavelmente vão ser mais difíceis. Isso porque, as mudanças geradas podem entrar em conflito com os patches do sistema. Mas, por outro lado, se a companhia estiver utilizando um ERP sob demanda com poucas personalizações, talvez não esteja usando todos os requisitos importantes para os negócios.
Então, o que o CIO deve fazer? E como descobrir o que fazer se upgrades ou substituições terão de ser realizadas?
Essas são dúvidas enfrentadas regularmente por empresas de todos os tamanhos quando o assunto é o futuro das implementações de ERP na organização, diz Rebecca Wettemann, analista de ERP do Nucleus Research Inc.
“Nós vemos mais e mais CIOs optando pela mínima customização”, afirma. “Na última rodada de implementações de ERP que as empresas realizaram, talvez há dez anos, elas optaram por efetuar diversas customizações. Mas eu diria que a maioria, cerca de 90%, está hoje fazendo o inverso. O que resulta em uma adoção mais barata. Essa movimentação torna os upgrades menos perturbadores e menos custosos”, avalia.
Parte da razão que gerou essa tendência é que os fornecedores de ERP estão agora reconhecendo que, se construir aplicações que incluem verticalização, será mais fácil para as empresas adotar a tecnologia com menos problemas e menos customizações, pontua.
“As aplicações verticalizadas” são desenhadas para indústrias específicas. Por isso, são projetadas para se encaixar em diferentes tipos de empresas. Para ajudar as aplicações se ajustarem à companhia, os fornecedores incluem componentes que os usuários podem configurar de acordo com as demandas dos negócios, sem a necessidade de escrever códigos ou efetuar uma personalização profunda.
Isso significa que as aplicações verticalizadas podem ser atualizadas mais facilmente e gerar menos problemas depois da atualização do código do sistema.
Um fornecedor que executa bem essa tarefa é a NetSuite, empresa que oferece ERP na nuvem e que permite muitas customizações nos produtos, diz a analista da Nucleus Research. Mesmo alguns dos grandes fornecedores no mercado de ERP tendem hoje a não indicar grandes personalizações.
“Se você for à Oracle, eles vão dizer para não customizar o produto”, diz Rebecca. “Eles vão orientá-lo a usar um aplicativo verticalizado”, afirma. Segundo a analista, esse virou um mantra no mercado de ERP.
“O que estamos vendo são empresas dizendo ‘vamos adotar essa estratégia agora porque sempre poderemos ajustar ou alterar a plataforma mais tarde’”, diz. A ideia de que o ERP é um grande curativo e que nada pode mudar depois de implementá-lo está acabando.
“Os clientes veem isso como uma jogada menos arriscada, uma maneira mais previsível para implementar um ERP e uma forma de minimizar as interrupções e os custos ao longo do tempo”, avalia.
Há outros quesitos que devem ser levados em consideração, como a certeza de que encontrará um parceiro de confiança para trabalhar com você durante a atualização do ERP, aconselha.
“Eu escuto isso de muitos clientes”, pontua. “No ERP, o sucesso não depende apenas do software, mas do parceiro também. E a escolha de um integrador significa encontrar aquele que tenha experiência suficiente para guiá-lo quando você quiser migrar para o modelo em nuvem ou realizar alguma personalização” afirma. “A companhia vai em busca de alguém que já tenha realizado essas atividades antes para poder ajudá-lo no sucesso da ação”, completa.
Ao decidir a estratégia de ERP, é importante ainda trabalhar com os usuários da tecnologia e ouvir opiniões.
“As pessoas estão-se tornando os proprietários das unidades de negócios e agora os usuários finais são envolvidos no processo muito mais cedo”, diz ela. “Isso significa que a equipe está mais envolvida e efetuando testes de usabilidade. Isso não era tão comum há alguns anos.”
Então, o que mudou?
“Hoje, os CIOs perceberam que o usuário é realmente crítico para o sucesso de uma implementação de ERP”, diz Wettemann. “Se os usuários atuarem no projeto desde o início, poderão dar um feedback muito bom para que a empresa possa resolver problemas antes que eles se tornem realidade”, assinala.
Outro benefício do envolvimento dos usuários no processo é que esse sistema permite mostrar aos usuários como um aplicativo pode facilitar suas vidas, diz Rebecca. “Essa abordagem geralmente parte de CIOs que provavelmente testemunharam grandes falhas em ERPs que ocorreram devido a problemas de adoção do usuário.”
É importante também, diz ela, não subestimar a capacidade tecnológica dos usuários corporativos, mesmo quando você está mostrando novas funcionalidades. “Eles estão ficando cada vez mais experientes em todos os lugares”, diz.
Conforme a organização explora suas estratégias de ERP, é uma boa ideia ainda envolver os usuários em discussões sobre os produtos e os fornecedores que a TI está considerando, afirma a analista. “Eles podem dar uma avaliação honesta com base em suas próprias experiências.”
Não importa o caminho que você tome, há várias questões-chave para pensar antes de continuar, afirma Rebecca.
1. A aplicação que você está revendo já tem funcionalidades verticais e é configurável da forma que você precisa para os seus processos de negócio? Será que a tecnologia é capaz de fazer o que você deseja? Será que vai funcionar para os seus usuários?
2. O fornecedor e os parceiros têm referências de empresas e indústrias como a sua? Será que eles têm de fazer customizações em vez de simplesmente configurar? Quantas personalizações esse processo envolve?
3. Essa é uma iniciativa liderada pelo CIO ou pela área de negócios? Se você tiver um apoio empresarial forte, pode efetuar uma mudança maior no sistema de gestão, o que significa menos customização do código.
Se você optar por atualizar, personalizar, ou substituir, o ERP tem de se adequar à empresa, aos negócios e às necessidades para ser, de fato, um sucesso.
Um ponto importante para se lembrar é que você e sua empresa não estão sozinhos em suas decisões sobre o caminho que o ERP tem de tomar. Muitas organizações de grande ou pequeno porte estão passando por problemas semelhantes.
“Muitas empresas de médio porte estão optando por implementar um ERP pela primeira vez, enquanto as grandes organizações estão avaliando mudanças e atualizações”, diz a analista. “No mundo Oracle, por exemplo, a maioria está em busca de upgrades nesse momento e esperando para ver o que acontece com o Fusion, geração avançada de ERP da fornecedora. No mundo SAP, não vemos novas implementações agora”, finaliza.
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O que é Oracle E-Business Suite?
Oracle E-Business Suite é um pacote de aplicativos que permite a uma organização gerenciar os processos chaves de seu negócio. Este aplicação é conhecida no mercado por varios nomes:
- Oracle Enterprise Resource Planning (ERP)
- Oracle Apps
- Oracle Applications
- Oracle Financials
- e-Biz
- EBS (e-Business Suite).
Neste site eu sempre irei usar a referencia como E-Business Suite ou Oracle Applications.
No passado, não muito distante, era pratica comum para as organizações desenvolver software “em casa”, para automatizar os processos do negócio. Eu mesmo trabalhei por mais de 1 ano na construção do sistema de gestão de sinistro (ECHO) da gigante Van Ameyde. A maioria dos softwares desenvolvidos “em casa” correspondem precisamente o que o negocio necessita. Entretanto, o fundamento do fluxo do negócio e processos como os de contabilidade, contratos, recursos humanos, e gerenciamento de pedidos são baseadas em principios comuns para qualquer organização. Por exemplo, grande partes das empresas necessita de um sistema que faça compras de fornecedores e um sistema quee faça pagamento dos fornecedores e eventos conhecidos como transações que devem ser contabilizadas no relatórios financeiros. Enterprise Resource Planning (ERP) é um pacote de softwares que disponibiliza diferentes tipos de funcionalidades dentro de si, entao um cliente que compra este pacote de software não precisa desenvolver o mesmo software novamente.
Familia de Produtos
Oracle E-Business Suite é um produto que cobre grande parte de todo o fluxo de negócio amplamente usados na maioria das organizações. O negócio pode implementar quantos módulos forem necessários mas o sistema continua naturalmente integrado devido a arquitetura do E-Business Suite. Isto permite que as informações continuem integradas e disponivel para a empresa; isto reduz muito os gastos com a TI (Tecnologia da informação) e torna o negorio mais eficiente.
Ao contratio de se tentar gerenciar uma solução de software geralmente heterogeneo, desenvolvida “em casa”, que frequentemente usa diferentes sistemas e tecnologias de desenvolvimento, sendo portanto extremamente dispendioso e complexo.
Os produtos oferecidos pelo E-Business Suite são organizados em familias:
- Financials
- Procurement
- Customer Relationship Management (CRM)
- Project Management
- Supply Chain Planning and Management
- Discrete Manufacturing
- Process Manufacturing
- Order Management
- Human Resources Management System (HRMS)
- Aplications Technology
No E-Business Suite, cada familia consiste de aplicativos.
Por exemplo, alguns dos aplicativos que compoem o produto Oracle Financials são:
- General Ledger (GL)
- Paybles (AP)
- Receivables (AR)
- Cahs Management
- iReceivables
- iExpenses
Espero que tenham gostado deste over-view do Oracle EBS. Muito obrigado e até a próxima.
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Conheça um pouco mais sobre Oracle e-Business Suite

Imagem da tela de logon do OEBS R12
O Oracle E-Business Suite, também conhecido como Oracle Applications ou Oracle Financials, possui aproximadamente 25.100 tabelas e 33.000 visões (views) em seu banco de dados. Um dos principais desafios aos desenvolvedores de relatórios que acessam estas informações do Oracle EBS é determinar a localização correta dos dados neste conjunto tão grande de objetos disponíveis. Neste artigo iremos discutir como a Oracle organizou o banco de dados do Oracle EBS para tornar mais fácil o trabalho dos desenvolvedores.
Cada produto ou módulo do Oracle EBS possui seu próprio esquema de banco de dados, nos quais estão localizados os seus objetos. Por exemplo, o módulo BOM (Bill of Materials) tem um esquema próprio de banco de dados com seu código ‘BOM’. Cada um dos módulos do Oracle E-Business Suite tem um código identificador único que é usado para nomear seus respectivos esquemas de banco de dados. Existe um esquema principal, chamado APPS, com um usuário também chamado APPS que tem privilégios para acessar objetos de outros esquemas.
O APPS possui todos os objetos de código de banco de dados, como procedimentos (procedures), gatilhos (triggers), funções (functions), pacotes (packages), visões (views) e visões materializadas (materialized view), assim como tem direito de acesso às tabelas, índices, seqüências (sequences) e restrições (constrains) de outros esquemas pertencentes a outros produtos. O esquema APPS aumenta a confiabilidade e reduz o tempo necessário para a instalação inicial, instalação de novas versões (upgrade) e instalação de correções (patches), pois elimina a necessidade de controle de direitos de acesso entre produtos.
Para produzir os relatórios, os desenvolvedores devem conectar-se ao banco de dados usando o usuário APPS na base de testes, pois este usuário tem permissão de acesso a todos os objetos que fazem parte do Oracle EBS. Além disso, a Oracle facilitou a busca pelos objetos desejados pelo desenvolvedor, pois adotou um padrão para nomenclatura dos objetos de banco de dados. Todos os nomes de objetos iniciam com a abreviação do produto. Por exemplo, o módulo de compras (purchasing) tem a sigla ‘PO’ e todos os objetos deste módulo começam com ‘PO_’.
Localizar o dado desejado em mais de 50.000 objetos não é uma tarefa fácil assim, conhecer os padrões de nomenclatura de objetos e como eles são armazenados, facilita o trabalho dos desenvolvedores. A Oracle disponibiliza aos seus clientes e parceiros um manual eletrônico de referência técnica (ETRM – Electronic Technical Reference Manual) que tem informações sobre todos os objetos e esquemas do Oracle E-Business Suite. Ele pode ser acessado online no endereço http://etrm.oracle.com e fornece um bom suporte para localização da informação desejada. Para ter acesso a este manual é necessário primeiramente que o usuário tenha permissão de acesso ao Metalink (http://metalink.oracle.com) Oracle Support (http://support.oracle.com).
Estas são pequenas dicas de como sua empresa pode localizar informações específicas para o desenvolvimento de customizações do Oracle E-Business Suite.
Espero que tenham gostado das dicas.
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