Diogo Cata Preta

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Mais um Brasileiro no Lost

Brasileiro no Lost

Simplesmente GENIAL.

Fala sério, né gente?
Prêmio Darwin nesse padre!
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Padre Carli foi expulso de escola de v√īo por indisciplina e exibicionismo,

diz instrutor
O padre Adelir De Carli, de 41 anos, foi expulso da escola de v√īo livre Vento Norte, em Curitiba, h√° cerca de tr√™s anos por indisciplina e exibicionismo. √Č o que conta M√°rcio Andr√© Lichtnow, instrutor respons√°vel pelo curso de parapente que teve o padre como aluno. Carli desapareceu no √ļltimo domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranagu√° impulsionado por bal√Ķes de g√°s h√©lio.

Ele era indisciplinado e n√£o participava das aulas te√≥ricas, que s√£o fundamentais para se compreender as quest√Ķes meteorol√≥gicas. Ele n√£o tinha nada de humilde, se acha o bom, o que conhecia tudo, o que sabia tudo. Parecia um playboy

diz Lichtnow. O instrutor afirma que o padre fez dez horas de aulas práticas e quatro horas de aulas teóricas. Para completar o curso precisaria de 40 horas de prática e 30 horas de teoria.

Durante uma filmagem para reportagem da TV local h√° cerca de dois anos, o padre fez uma demonstra√ß√£o e, segundo Lichtnow, desobedeceu as orienta√ß√Ķes de v√īo. “Expulsei ele do curso, porque neste dia falei para ele voar at√© o local do pouso e, da cabe√ßa dele, ele resolveu voltar para o morro do Boi, em Caiob√°, litoral paranaense, em uma corrente de vento ascendente. Ele voltou para o lado errado do morro, na parte de tr√°s, bateu nas √°rvores e ficou pendurado. Quando os bombeiros chegaram para fazer o boletim de ocorr√™ncia, ele disse que o instrutor havia orientado e atrapalhado o v√īo”, explica, ressaltando que havia testemunhas no local e a expuls√£o seguiu cl√°usula de contrato do curso de v√īo livre que prev√™ desligamento quando o aluno coloca-se em perigo ou oferece perigo a terceiros.

Lichtnow conta ainda que o padre o procurou para falar dos planos de voar a partir de Paranagu√° (PR). “Falei para ele que decolando dali o √ļnico lugar que ele poderia pousar era na √Āfrica do Sul, porque √© para l√° que os ventos levam. Mas ele disse que j√° havia estudado tudo e eu achei que era brincadeira”, lembra.

De acordo com o instrutor, todas as condi√ß√Ķes eram desfavor√°veis ao v√īo de bal√£o. “Foi de um amadorismo impressionante, ele n√£o fez avalia√ß√£o nenhuma: no ato da decolagem, ele n√£o avaliou o vento, porque j√° decolou indo para o oceano; n√£o avaliou a cobertura de nuvens do tipo nimbostratus, porque no dia havia uma frente fria que deixa o ar turbulento e com muita concentra√ß√£o de √°gua; n√£o avaliou a temperatura, porque o g√°s h√©lio em temperaturas baixas diminui de volume e for√ßa a descida. Al√©m disso, ele invadiu o espa√ßo a√©reo brasileiro e poderia ter batido e derrubado um avi√£o”, analisa. Pelas imagens divulgadas pela imprensa, Lichtnow calcula que o padre Carli atingiu 5.800 metros de altura e a temperatura nesta faixa era de aproximadamente -25¬ļC, dadas as condi√ß√Ķes meteorol√≥gicas.

Fiquei bem menos cat√≥lico depois de conhecer o padre”, finaliza o instrutor, que faz quest√£o de dissociar a figura de Adelir De Carli da escola de v√īo. “Ele tentou ser meu aluno, mas n√£o foi aceito”.

Nesta ter√ßa-feira, as equipes de busca do padre acharam bal√Ķes vagando pelo mar de Santa Catarina. Lanchas tentam chegar ao local onde o padre teria ca√≠do, a cerca de 40 quil√īmetros da costa de S√£o Francisco do Sul.


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